segunda-feira

Luz, contornos e relevos

(Aviso: Leia ouvindo Cosmic love de Florence + The Machine)
De olhos fechados, uma luz me envolve e num instante não sou mais eu, sou somente luz, contornos e relevos. Onde ficava o meu peito, há um botão de flor fechada.
E lembro do brilho calmo da vela que brilha sozinha no escuro, lembro da sua pupila se encerrando no meu rosto enquanto as batidas sem ritmo do meu tambor tocavam no céu noturno e estrelas caiam sobre seu corpo, te fazendo brilhar mais que a vela ou qualquer outra coisa, te transformando em meu febo divino, vestido de estrelas e com o olhar de dois sois crepusculares, daquelas cores que ser humano nem um poderá um dia dizer exatamente quais cores se encontram ali.
A luz volta a me envolver e nas batidas do tambor e da lira a flor em meu peito começa a tremer, um segundo depois há uma explosão. Os tambores e liras gritam e a flor desabrocha. Dela vem as essências de jasmins, lírios e alecrins. Dela se desprendem luzes como fitas cor de rosa no ar, que nos envolvem em meio ao nada e as estrelas.
E nossas constelações estão grudadas em uma só, a flor voa no nosso nada e junto das estrelas, essências e a luz cor de rosa...

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